Frente parlamentar SP-Agro pede medidas para estimular consumo de etanol

A Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista pleiteou ações frente ao governo do estado para que o setor seja auxiliado durante a crise causada pela pandemi

  • 22/5/2020 13:57
  • Usina Ester
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A Frente Parlamentar do Agronegócio Paulista (SP-Agro) encaminhou um ofício ao governo de São Paulo pleiteando ações para estimular o consumo interno do etanol. A desaceleração da economia e as medidas adotadas para controle da disseminação do novo coronavírus, agravados pelos baixos preços internacionais do petróleo, já repercutem sobre as vendas do biocombustível, que tem sido vendido abaixo de seu valor de custo.

No documento, a SP-AGRO, juntamente com o Fórum Paulista do Agronegócio e entidades do setor, solicita a equiparação do ICMS da gasolina aos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com o objetivo de ampliar a competitividade do etanol, além do fornecimento de crédito presumido para as empresas paulistas.

Segundo o documento estas ações devem estimular o consumo interno deste combustível limpo, contribuindo com a limpeza do ar fator que é um importante aliado no combate ao novo coronavírus. O maior consumo de etanol, segundo os parlamentares, favorece a sustentabilidade, a geração de empregos e a indústria brasileira.

"O etanol é um dos produtos mais impactados pela crise do coronavírus e o setor clama por socorro e aprovação de medidas emergenciais para garantir o funcionamento de toda uma cadeia produtiva", afirma o deputado Itamar Borges (MDB). "O setor sucroenergético é muito importante para a economia do país. É uma tecnologia brasileira, referência no mundo todo, por ser uma energia renovável, menos agressiva ao meio ambiente. Por isso, precisamos garantir mais competitividade para o etanol perante a gasolina, especialmente neste momento".

Segundo a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), no estado de São Paulo há cerca de 160 usinas e destilarias, 14 mil fornecedores de cana-de-açúcar e um total de 900 mil empregos diretos e indiretos, em quase 470 cidades.

"É preciso unir esforços para que o setor continue movimentando a economia e contribuindo para a geração de emprego e renda. A demanda por etanol estava firme. De março para cá, o mercado virou e a cultura da cana-de-açúcar sofreu um forte baque e o futuro do biocombustível é cada vez mais incerto", finaliza Borges.


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