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100 anos de Tradição e Qualidade

Completar um século de existência, em nossos dias, é algo raro em empresas nacionais.

Ainda mais num setor, onde a competitividade, a partir dos anos 80, começou a se definir pela qualidade.

A Usina Ester, com a vinda de Sérgio Luis Coutinho Nogueira e Paulo Nogueira Júnior, enfrentou o desafio de crescer, expandindo e investindo em qualidade.

Segundo Paulo Júnior e Sérgio Luis, durante os últimos 30 anos, houve um significativo crescimento da empresa, resultado de muito trabalho em equipe, e que pode ser medido por diversos indicadores.

Nos início dos anos 70, quando assumiu a nova geração, a Usina Ester tinha em terras próprias, 9.440 hectares, contra os originais 8.915 hectares do começo do século. Hoje, a Usina tem 12.350 hectares de terras próprias.

A Usina Ester, empresa que foi a semente que germinou o desenvolvimento da região, hoje sofre com a pressão urbana cada vez maior, ocasionada principalmente pelo crescimento populacional das cidades vizinhas. Dessa forma, o crescimento das terras próprias é um indicador importante a ser considerado, em qualquer análise sobre o crescimento e desenvolvimento da empresa.

Na safra de 1970, a Usina Ester, comprou 317.000 toneladas de cana de fornecedores, em 1997 foram 345.500 toneladas. Por outro lado, em 1970 foram moídas 335.000 toneladas de cana própria, contra 963.520 toneladas na safra de 1997. O rendimento total em quilos de açúcar por tonelada de cana foi em 1997 de 127,6.

Estes dados relativos ao crescimento foram resultado de um trabalho em equipe, coordenado pela diretoria da Usina. Não esquecendo que a produção de açúcar e álcool, nos dias atuais, tornou-se um desafio, que só será vencido por quem investir em qualidade, em melhoria genética e em processos ágeis. Neste aspecto a Usina Ester conta com um Laboratório de Cultura de Tecidos que é reputado como um Centro de Excelência mundial, permitindo uma rápida multiplicação do perfil varietal da cana e melhorias genéticas que se refletem claramente em mais açúcar por tonelada de cana.

Na década de 1970 a quase totalidade da cana da Usina Ester era das variedades CO4l9 e CB4l76, canas com um período útil de industrialização que não atendiam a bons padrões de industrialização. Hoje a Usina trabalha com as variedades SP80l842, SP792233, RB835486, RB825336, que atingem a maior quantidade de açúcar, em vários períodos da safra, melhorando o rendimento industrial.

Os indicadores dos últimos anos mostram o resultado do sistema gerencial adotado pela nova geração. Na década de 1970, praticamente toda a cana era colhida manualmente, cortada crua, sem queima, e o carregamento era praticamente 100% manual. Hoje a empresa implanta progressivamente a colheita mecanica, para atender a legislação ambiental e o fim da queima da cana. Além disso, o transporte da cana até 1970, era através de caminhões de eixo simples (8 a 9 toneladas), hoje são composições com até 4 unidades de carga, totalizando até 50 toneladas de cana por composição. Na área industrial, houveram importantes avanços: Nenhum efluente é lançado em cursos d'água. Através de um sistema fechado de circulação das águas servidas, as que não são recicladas, são misturadas à vinhaça e lançados no canavial, seguindo as melhores técnicas agrícolas, voltadas para evitar problemas agronômicos e ambientais.

Nos últimos anos, muito se investiu para adequar os produtos da Usina às exigências do mercado. Foram realizadas reformulações importantes no sistema de preparo da cana, descarga, moagem. Todo o sistema de geração de vapor através de caldeiras mais eficientes, permitiu uma economia de bagaço, cujo excedente é vendido, e graças às novas caldeiras, foi possível gerar e vender pequenos excedentes de energia elétrica.

Ainda nos últimos 30 anos, foram introduzidas várias inovações tecnológicas na área de preparo de solo, como: subsolagem, preparo reduzido, cultivo de cana por tríplice operação entre outras, que contribuíram para o salto na produção. Paralelamente, a empresa sempre procurou investir na qualificação de seus funcionários, com a realização de cursos dentro e fora da empresa, bolsas e aprimoramento técnico.

A empresa, cem anos depois, continua jovem em seu dinamismo e caminhando rumo a um futuro promissor, onde a qualidade de seus produtos, fará a diferença na luta por um mercado cada vez mais competitivo e globalizado. O desafio permanece, mas a nova geração está aí, construindo a Usina Ester, não dos cem anos, mas a do ano 2000, jovem e dinâmica empresa que começa o seu futuro, renovadamente a cada dia. Empresa realizada de um sonho e construída no trabalho de seus donos e de seus trabalhadores.